Quando eu comecei a escrever sobre a família imperial brasileira, eu tinha uma imagem de d. João VI como um rei indeciso e hesitante, que vivia com uma coxinha de frango na mão e duas no bolso. Mas agora que eu escrevi a biografia dele descobri que uma parte do que eu sabia não era verdade e aprendi muitas outras coisas. Hoje eu quero compartilhar com vocês um pouco do muito que eu aprendi a respeito desse rei que teve a coragem de atravessar o Atlântico e instalar seu império num país tropical.
Em 18 de fevereiro de 1808 na capital baiana, d. João assinava o decreto da criação da Escola de Cirurgia, instalando a primeira faculdade de medicina do Brasil no antigo colégio dos jesuítas em Salvador.
Além de cirurgia, a escola deveria ensinar anatomia e também obstetrícia. Ela seria o núcleo da futura Faculdade de Medicina da Bahia, criada em 1832.
D. João seguiu o conselho do médico pernambucano José Correia Picanço, que havia aprendido a profissão de cirurgião-barbeiro com o pai em Recife. Posteriormente, Picanço cursou a Escola de Cirurgia do Hospital São José, em Lisboa, e obteve o título de doutor em medicina pela Universidade de Montpellier. O pernambucano foi jubilado como lente da cadeira de Anatomia da Universidade de Coimbra em 1790, mas continuou exercendo diversos cargos, como o de cirurgião-mor do Exército e o de cirurgião e primeiro médico da Casa Real e do Conselho do príncipe. O médico veio no mesmo navio que d. João e acabaria sendo o responsável pela implantação do ensino de anatomia e cirurgia no Brasil.
Além da escola em Salvador, seria criada outra no Rio de Janeiro, em novembro de 1808. O local que abrigou o curso de medicina em Salvador havia sediado, entre 1553 e 1759, a primeira instituição de nível superior no Brasil, encerrada com a expulsão dos jesuítas. O colégio dos jesuítas, voltado principalmente ao ensino religioso, com cursos de teologia e filosofia cristã, chegou a ter quatro faculdades sendo, na prática, a primeira universidade brasileira. Porém nunca chegou a ser oficializada como tal pela Coroa.
Rezzutti: D. João VI, a história não contada. Ed. Record. 2026.
Nos próximos três domingos, dia 22 de fevereiro e dias 1° e 8 de março, teremos lives com convidados e temas muito especiais! Dia 22 de fevereiro vamos conversar com o professor Leandro Garcia, autor da obra "Dom Pedro II e a cultura hebraica". Depois, dia 1° de março, aniversário da cidade do Rio de Janeiro, eu converso com o jornalista Rafael Sento Sé, autor de "A poeta da Cidade Maravilhosa: Jane Catulle Mendès e a viagem que criou o sonho de um Rio de Janeiro na Belle Époque". Dia 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, eu e Claudia Thomé Witte vamos falar sobre as mulheres na vida do rei d. João VI. Não percam! Todos os domingos, 17h no Brasil e 20h em Portugal!.
“Existem no Brasil apenas duas coisas realmente organizadas: a desordem e o Carnaval”.
Essa frase, atribuída ao Barão do Rio Branco, se revelou uma verdade quando ele faleceu aos 66 anos em 10 de fevereiro de 1912.
O grande chanceler, que redesenhou nossas fronteiras, faleceu bem na véspera do Carnaval. Foi decretado luto oficial. O comércio fechou, a Avenida Central foi rebatizada como Avenida Rio Branco em sua homenagem, e o Carnaval oficial foi adiado pelo presidente, o marechal Hermes da Fonseca, para abril.
Os grandes clubes do país e algumas agremiações respeitaram. Mas esqueceram de combinar com o povo que caiu na folia duas vezes no mesmo ano. Alguns, inclusive, fantasiados de barão do Rio Branco.
Teve marchinha na época sobre o assunto:
“Com a morte do Barão/ Tivemos dois Carnavá / Ai! Que bom! Ai! Que gostoso! / Se morresse o Marechá!” . O marechal, no caso, era o impopular Hermes da Fonseca.
Para os foliões de sofá tem um vídeo no meu canal onde conto sobre a história do Carnaval, desde as suas origens na antiguidade até se tornar um dos símbolos do Brasil.
Hoje é sexta-feira 13. A data tida como amaldiçoada pelos supersticiosos. São várias as histórias que contribuem para a má fama desse dia. O próprio número 13 seria um dos responsáveis, uma vez que, na Santa Ceia, eram 13 pessoas sentadas à mesa. O mestre Aleijadinho detestava tanto o número que incluiu dois garçons servindo a refeição para haver mais de 13 pessoas na sala. Um outro acontecimento relacionado com a data ocorreu há mais de 720 anos. Em 1303, o rei Filipe IV da França mandou prender os templários, a ordem militar e religiosa mais poderosa da Cristandade. O processo que se seguiu levou os cavaleiros a serem torturados e muitos deles foram mortos, como Jacques de Molay, grão-mestre da Ordem do Templo. Antes de arder na fogueira, de Molay teria lançado uma maldição contra o rei da França e sua geração. O rei morreu pouco tempo depois, e o seu ramo foi extinto. Um dos últimos parentes distantes de Filipe IV a reinar na França foi Luís XVI, que teve como sua última moradia a Torre do Templo, um remanescente da fortaleza dos templários de Paris. Desse local, ele foi levado para ser decapitado em 21 de janeiro de 1793. E você? Tem alguma superstição quanto a este dia?
Hoje, 11 de fevereiro, é o Dia Internacional das Mulheres e Meninas nas Ciências!
Para lembrar algumas histórias de mulheres cientistas ao longo dos séculos, tem um vídeo no canal: “Mulheres Cientistas na História”. Lá, eu falo sobre Hipátia de Alexandria, a matemática pioneira da Antiguidade Ada Lovelace, a primeira programadora Marie Curie, duas vezes Nobel e Hedy Lamarr, atriz e inventora revolucionária https://www.youtube.com/watch?v=pFQxL...
#numdiacomohoje , em 9 de fevereiro de 1909, nascia Carmen Miranda.
Portuguesa de nascimento e brasileira de coração, Carmen nasceu em Obra Nova, no concelho de Marco de Canaveses, perto da cidade do Porto, no norte de Portugal. Ela recebeu o nome de Maria do Carmo Miranda da Cunha. Mas seu tio Amaro, que gostava de óperas, começou a chamá-la de Carmen, e o apelido pegou. Por isso, a vida inteira ela foi Carmen Miranda.
No fim do ano, aos 10 meses, ela chegou com a família ao Rio de Janeiro. Em 1915, se mudaram para o bairro da Lapa, ao qual Carmem creditava o seu lado boêmio.
Desde sempre, Carmem cantava. Sem conseguir ficar sem cantarolar, chegou a perder empregos por isso. Com 1,52 de altura, simpática, alegre, bonita e cantando bem, ela acabou fazendo algum sucesso ao criar uma dupla com sua irmã Olinda. Porém, em 1925, Olinda foi diagnosticada com tuberculose. Carmem tentou o cinema, mas só conseguiu algumas pontas. Tudo mudou quando conheceu um compositor enquanto ajudava a mãe na pensão da família, próxima do Arco do Teles, no centro do Rio. Em 1929, Carmen gravou sua primeira música: "Não vá simbora". No ano seguinte, a "pequena notável" explodiu nas rádios e no Carnaval com a marchinha "Taí", o maior recorde da época, com 35 mil cópias sendo vendidas no primeiro ano. Aos 21 anos, a crítica já a considerava a maior cantora do Brasil. Em 1939, ela chegava a Nova Iorque para conquistar a América.
Hoje, 7 de fevereiro, é o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas — Nessa data, em 1756, foi assassinado Sepé Tiaraju, o grande líder guarani que gritou para os invasores: “Esta terra tem dono!”
Sepé morreu defendendo o território das Missões Jesuíticas, seu povo, sua cultura e o direito de existir em sua própria terra. Baleado, lanceado e traído pelos tratados entre as coroas de Portugal e Espanha, seu sangue marcou o chão do Rio Grande do Sul — mas não calou a resistência.
269 anos depois, os povos indígenas seguem na luta: por demarcação de terras, contra o garimpo e o desmatamento, por respeito às suas línguas, rituais e saberes ancestrais, por uma vida digna e sem violência.
A luta de Sepé não terminou em 1756. Ela vive em cada aldeia, em cada retomada, em cada voz que diz: nós estávamos aqui antes e sempre estaremos.
Paulo Rezzutti
Quando eu comecei a escrever sobre a família imperial brasileira, eu tinha uma imagem de d. João VI como um rei indeciso e hesitante, que vivia com uma coxinha de frango na mão e duas no bolso. Mas agora que eu escrevi a biografia dele descobri que uma parte do que eu sabia não era verdade e aprendi muitas outras coisas. Hoje eu quero compartilhar com vocês um pouco do muito que eu aprendi a respeito desse rei que teve a coragem de atravessar o Atlântico e instalar seu império num país tropical.
Estreia hoje, 18 de fevereiro, quarta, às 20h30
https://youtu.be/sUYdwf3-YKU
#domjoaoVI #domjoao #dompedroI #reinounido #Biografia
4 days ago (edited) | [YT] | 904
View 21 replies
Paulo Rezzutti
Em 18 de fevereiro de 1808 na capital baiana, d. João assinava o decreto da criação da Escola de Cirurgia, instalando a primeira faculdade de medicina do Brasil no antigo colégio dos jesuítas em Salvador.
Além de cirurgia, a escola deveria ensinar anatomia e também obstetrícia. Ela seria o núcleo da futura Faculdade de Medicina da Bahia, criada em 1832.
D. João seguiu o conselho do médico pernambucano José Correia Picanço, que havia aprendido a profissão de cirurgião-barbeiro com o pai em Recife. Posteriormente, Picanço cursou a Escola de Cirurgia do Hospital São José, em Lisboa, e obteve o título de doutor em medicina pela Universidade de Montpellier. O pernambucano foi jubilado como lente da cadeira de Anatomia da Universidade de Coimbra em 1790, mas continuou exercendo diversos cargos, como o de cirurgião-mor do Exército e o de cirurgião e primeiro médico da Casa Real e do Conselho do príncipe. O médico veio no mesmo navio que d. João e acabaria sendo o responsável pela implantação do ensino de anatomia e cirurgia no Brasil.
Além da escola em Salvador, seria criada outra no Rio de Janeiro, em novembro de 1808. O local que abrigou o curso de medicina em Salvador havia sediado, entre 1553 e 1759, a primeira instituição de nível superior no Brasil, encerrada com a expulsão dos jesuítas. O colégio dos jesuítas, voltado principalmente ao ensino religioso, com cursos de teologia e filosofia cristã, chegou a ter quatro faculdades sendo, na prática, a primeira universidade brasileira. Porém nunca chegou a ser oficializada como tal pela Coroa.
Rezzutti: D. João VI, a história não contada. Ed. Record. 2026.
#salvador #domjoaovi #medicina
4 days ago | [YT] | 806
View 10 replies
Paulo Rezzutti
Palestra sobre os 200 anos do nascimento de Dom Pedro II na Fundação Maria Luísa e Oscar Americano: https://youtu.be/Gy0VtERAEOk?si=MANzM...
5 days ago | [YT] | 148
View 3 replies
Paulo Rezzutti
Nos próximos três domingos, dia 22 de fevereiro e dias 1° e 8 de março, teremos lives com convidados e temas muito especiais! Dia 22 de fevereiro vamos conversar com o professor Leandro Garcia, autor da obra "Dom Pedro II e a cultura hebraica". Depois, dia 1° de março, aniversário da cidade do Rio de Janeiro, eu converso com o jornalista Rafael Sento Sé, autor de "A poeta da Cidade Maravilhosa: Jane Catulle Mendès e a viagem que criou o sonho de um Rio de Janeiro na Belle Époque". Dia 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, eu e Claudia Thomé Witte vamos falar sobre as mulheres na vida do rei d. João VI. Não percam! Todos os domingos, 17h no Brasil e 20h em Portugal!.
#RiodeJaneiro #aniversariodoriodejaneiro #diadasmulheres #domjoaoVI #dompedroII
1 week ago | [YT] | 443
View 4 replies
Paulo Rezzutti
1912: o ano em que o Brasil teve dois carnavais
“Existem no Brasil apenas duas coisas realmente organizadas: a desordem e o Carnaval”.
Essa frase, atribuída ao Barão do Rio Branco, se revelou uma verdade quando ele faleceu aos 66 anos em 10 de fevereiro de 1912.
O grande chanceler, que redesenhou nossas fronteiras, faleceu bem na véspera do Carnaval. Foi decretado luto oficial. O comércio fechou, a Avenida Central foi rebatizada como Avenida Rio Branco em sua homenagem, e o Carnaval oficial foi adiado pelo presidente, o marechal Hermes da Fonseca, para abril.
Os grandes clubes do país e algumas agremiações respeitaram. Mas esqueceram de combinar com o povo que caiu na folia duas vezes no mesmo ano. Alguns, inclusive, fantasiados de barão do Rio Branco.
Teve marchinha na época sobre o assunto:
“Com a morte do Barão/ Tivemos dois Carnavá / Ai! Que bom! Ai! Que gostoso! / Se morresse o Marechá!” . O marechal, no caso, era o impopular Hermes da Fonseca.
Para saber mais sobre essas e outras histórias do Carnaval tem um vídeo no canal:https://youtu.be/g0QKfa6VtIQ?si=fFk6I...
Para saber mais sobre o Barão do Rio Branco, assista: https://youtu.be/_z83hzhDWeI?si=9GHf4...
#HistoriaDoBrasil #Carnaval #BarãoDoRioBranco #RioDeJaneiro #Curiosidades Carnaval1912 FoliaDupla"
1 week ago | [YT] | 856
View 27 replies
Paulo Rezzutti
Para os foliões de sofá tem um vídeo no meu canal onde conto sobre a história do Carnaval, desde as suas origens na antiguidade até se tornar um dos símbolos do Brasil.
https://youtu.be/g0QKfa6VtIQ?si=CX-LB...
#carnaval2026 #carnavalhistoria #carnaval #carnavalsaopaulo #carnavalriodejaneiro
1 week ago | [YT] | 315
View 5 replies
Paulo Rezzutti
Hoje é sexta-feira 13. A data tida como amaldiçoada pelos supersticiosos. São várias as histórias que contribuem para a má fama desse dia. O próprio número 13 seria um dos responsáveis, uma vez que, na Santa Ceia, eram 13 pessoas sentadas à mesa. O mestre Aleijadinho detestava tanto o número que incluiu dois garçons servindo a refeição para haver mais de 13 pessoas na sala. Um outro acontecimento relacionado com a data ocorreu há mais de 720 anos. Em 1303, o rei Filipe IV da França mandou prender os templários, a ordem militar e religiosa mais poderosa da Cristandade. O processo que se seguiu levou os cavaleiros a serem torturados e muitos deles foram mortos, como Jacques de Molay, grão-mestre da Ordem do Templo. Antes de arder na fogueira, de Molay teria lançado uma maldição contra o rei da França e sua geração. O rei morreu pouco tempo depois, e o seu ramo foi extinto. Um dos últimos parentes distantes de Filipe IV a reinar na França foi Luís XVI, que teve como sua última moradia a Torre do Templo, um remanescente da fortaleza dos templários de Paris. Desse local, ele foi levado para ser decapitado em 21 de janeiro de 1793. E você? Tem alguma superstição quanto a este dia?
Para saber mais sobre os templários, há um vídeo no meu canal: https://youtu.be/ndWkZNMrVL0 .
Este outro é sobre a Revolução Francesa: https://youtu.be/ZbdIcvvlqNs
#sextafeira13 #templarios #revolucaofrancesa #onthisday #numdiacomohoje
1 week ago | [YT] | 281
View 2 replies
Paulo Rezzutti
Hoje, 11 de fevereiro, é o Dia Internacional das Mulheres e Meninas nas Ciências!
Para lembrar algumas histórias de mulheres cientistas ao longo dos séculos, tem um vídeo no canal: “Mulheres Cientistas na História”. Lá, eu falo sobre Hipátia de Alexandria, a matemática pioneira da Antiguidade
Ada Lovelace, a primeira programadora Marie Curie, duas vezes Nobel e Hedy Lamarr, atriz e inventora revolucionária
https://www.youtube.com/watch?v=pFQxL...
#DiaDasMulheresNaCiencia #WomenInScience #MulheresCientistas #PauloRezzutti #CienciaParaTodas
1 week ago | [YT] | 310
View 1 reply
Paulo Rezzutti
#numdiacomohoje , em 9 de fevereiro de 1909, nascia Carmen Miranda.
Portuguesa de nascimento e brasileira de coração, Carmen nasceu em Obra Nova, no concelho de Marco de Canaveses, perto da cidade do Porto, no norte de Portugal. Ela recebeu o nome de Maria do Carmo Miranda da Cunha. Mas seu tio Amaro, que gostava de óperas, começou a chamá-la de Carmen, e o apelido pegou. Por isso, a vida inteira ela foi Carmen Miranda.
No fim do ano, aos 10 meses, ela chegou com a família ao Rio de Janeiro. Em 1915, se mudaram para o bairro da Lapa, ao qual Carmem creditava o seu lado boêmio.
Desde sempre, Carmem cantava. Sem conseguir ficar sem cantarolar, chegou a perder empregos por isso. Com 1,52 de altura, simpática, alegre, bonita e cantando bem, ela acabou fazendo algum sucesso ao criar uma dupla com sua irmã Olinda. Porém, em 1925, Olinda foi diagnosticada com tuberculose. Carmem tentou o cinema, mas só conseguiu algumas pontas. Tudo mudou quando conheceu um compositor enquanto ajudava a mãe na pensão da família, próxima do Arco do Teles, no centro do Rio. Em 1929, Carmen gravou sua primeira música: "Não vá simbora". No ano seguinte, a "pequena notável" explodiu nas rádios e no Carnaval com a marchinha "Taí", o maior recorde da época, com 35 mil cópias sendo vendidas no primeiro ano. Aos 21 anos, a crítica já a considerava a maior cantora do Brasil. Em 1939, ela chegava a Nova Iorque para conquistar a América.
Para saber mais tem um vídeo sobre ela no meu canal no YouTube:
https://youtu.be/-4NdkJkWaF8?si=nCOHa...
#carmenmiranda #pequenanotavel #carnaval
1 week ago (edited) | [YT] | 218
View 1 reply
Paulo Rezzutti
Hoje, 7 de fevereiro, é o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas — Nessa data, em 1756, foi assassinado Sepé Tiaraju, o grande líder guarani que gritou para os invasores:
“Esta terra tem dono!”
Sepé morreu defendendo o território das Missões Jesuíticas, seu povo, sua cultura e o direito de existir em sua própria terra. Baleado, lanceado e traído pelos tratados entre as coroas de Portugal e Espanha, seu sangue marcou o chão do Rio Grande do Sul — mas não calou a resistência.
269 anos depois, os povos indígenas seguem na luta: por demarcação de terras, contra o garimpo e o desmatamento, por respeito às suas línguas, rituais e saberes ancestrais,
por uma vida digna e sem violência.
A luta de Sepé não terminou em 1756. Ela vive em cada aldeia, em cada retomada, em cada voz que diz: nós estávamos aqui antes e sempre estaremos.
#DiaNacionalDeLutaDosPovosIndigenas #SepéTiaraju #EstaTerraTemDono #ResistênciaIndígena
2 weeks ago | [YT] | 1,067
View 15 replies
Load more