Psicanálise em Humanês - Lucas Nápoli

Seja muito bem-vindo! Aqui a gente fala sobre saúde emocional, desenvolvimento pessoal e, claro, MUITA PSICANÁLISE!


Psicanálise em Humanês - Lucas Nápoli

Algumas pessoas vivem esperando sempre a mesma coisa dos outros. Por exemplo: rejeição, crítica, abandono, frieza etc.

E, curiosamente… quase sempre encontram.

Coincidência?

Nem sempre.

Quando uma criança passa por um grande trauma ou vive em um ambiente consistentemente traumático, ela precisa criar uma defesa doentia para se proteger.

Se proteger do quê?

Da AGONIA gerada pelo trauma ou pelo ambiente traumático.

O que qualifica uma experiência como traumática é o fato de ela ultrapassar a capacidade de compreensão mental e emocional do sujeito.

É por isso que a criança tem mais chances de passar por traumas do que o adulto. Com efeito, a capacidade de compreensão infantil é muito precária.

Para se proteger da possibilidade de voltar a vivenciar o trauma ou continuar nele, a criança, como eu já disse, tende a criar uma defesa doentia.

Essa defesa tem a estrutura de uma fantasia relacional: o outro (ou o mundo) é do jeito X; logo, preciso ser do jeito Y.

Exemplos:

- O outro nunca me acolhe; logo, preciso me mostrar superior a ele.
- O outro nunca me ajuda; logo, preciso fazer tudo sozinha.
- O outro sempre me invade; logo, preciso me fechar.
- O outro está sempre contra mim; logo, preciso estar na defensiva.

É claro que todas essas crenças são, como dizem certos filmes, "baseadas em fatos reais" — as experiências traumáticas.

Apesar disso, merecem o rótulo de fantasias porque fazem afirmações generalizadoras e absolutas que não correspondem à realidade.

São fantasias também porque são criadas justamente para substituírem a realidade.

É como se a criança pensasse:

"É melhor imaginar que esse trauma pelo qual passei sempre vai acontecer porque, assim, eu consigo, pelo menos, me manter preparada."

O problema é que, justamente por conta dessa função defensiva, a pessoa começa, sem perceber, a desejar que a realidade comprove a fantasia.

E isso pode acontecer de duas formas:

(1) O sujeito interpreta de forma distorcida certas experiências para encaixá-las na fantasia. Por exemplo:

Um homem pode interpretar uma simples discordância da namorada como ataque para continuar sustentando a fantasia de que o outro está sempre contra ele.

(2) O sujeito estabelece relacionamentos (amorosos, profissionais, de amizade etc.) com pessoas que, de fato, vão se comportar do modo "previsto" pela fantasia.

Uma mulher pode, por exemplo, se casar com um homem frio, que está sempre criticando-a, a fim de confirmar a fantasia de que o outro nunca a acolhe.

É assim que funciona a cabeça do traumatizado: ele prefere viver na previsível fantasia desagradável do que se abrir para a realidade e ser pego de surpresa...

Você se identificou com o texto?

Se sim, qual a sua fantasia?

E como vem fazendo para "comprová-la" no seu dia a dia?

***

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1 day ago | [YT] | 143

Psicanálise em Humanês - Lucas Nápoli

Qual das duas alternativas abaixo melhor descreve o modo como você tem vivido?

A - Na medida do possível, vivo da forma que desejo, convivendo com as pessoas que quero e fazendo aquilo que realmente faz sentido para mim.

B - Sinto que, na maior parte do tempo, estou cumprindo um papel, vivendo situações que não escolhi e fazendo o que o mundo espera de mim.

Se você respondeu letra B, é provável que esteja sofrendo de uma condição que o psicanalista inglês Donald Winnicott chamou de "falso self".

Trata-se de uma máscara que a vida exige que coloquemos para lidar com a sociedade e com os limites da realidade.

Nesse sentido, todas as pessoas têm falso self.

Mas nem todo o mundo sofre de falso self.

Isso só acontece com aquelas pessoas que foram tão machucadas que passaram a acreditar que não conseguiriam viver sem uma máscara.

Com o passar do tempo, elas acabam fazendo uma confusão entre quem realmente são e a falsa personalidade que construíram para se proteger.

E aí, estando o tempo todo sob a máscara, suas vidas se tornam vazias, mecânicas, sem graça...

Quer entender melhor como se forma o falso self e o que precisa acontecer para que ele "amoleça" e permita a expressão do verdadeiro self?

Então, participe do seminário "O falso self e o verdadeiro self", que começa hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, a minha escola de formação teórica em Psicanálise.

A primeira aula deste seminário acontecerá hoje, segunda-feira, às 20h e será ABERTA para quem ainda não é assinante da nossa escola.

É só clicar no link abaixo.

Não se esqueça: começaremos às 20h. Até lá!

2 days ago | [YT] | 38

Psicanálise em Humanês - Lucas Nápoli

Esta é uma pequena fatia da aula “Terapia psicanalítica de casais: uma introdução” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS - TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.

Para assistir à aula completa, seja membro da Confraria - www.confrariaanalitica.com/

4 days ago | [YT] | 4

Psicanálise em Humanês - Lucas Nápoli

Esta é apenas uma das lições que você vai aprender na AULA AO VIVO DE HOJE, a partir das 20h, na CONFRARIA ANALÍTICA, minha escola de formação teórica em Psicanálise.

Será o 13º e último encontro do nosso XVIII Seminário - “Recordar, Repetir e Elaborar”, título do texto de Freud que estudamos LINHA A LINHA nos últimos meses.

Trata-se de um trabalho riquíssimo, em que Freud descreve como funciona a terapia psicanalítica e introduz duas noções fundamentais para a clínica: “compulsão à repetição” e “elaboração” 🔁💭

Para participar — e ter acesso também à gravação das doze aulas anteriores e a todo o nosso acervo de mais de 600 horas de conteúdo — torne-se membro da Confraria Analítica 🔓📚

Link: confrariaanalitica.com/

3 weeks ago | [YT] | 231

Psicanálise em Humanês - Lucas Nápoli

Esta é uma pequena fatia da aula “LENDO FERENCZI 12 - O sentimento de onipotência do obsessivo” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS - FERENCZI da CONFRARIA ANALÍTICA.

Para assistir à aula completa, seja membro da Confraria - confrariaanalitica.com/

3 weeks ago | [YT] | 7

Psicanálise em Humanês - Lucas Nápoli

— Racionalmente eu sei que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas não consigo ficar tranquilo enquanto não converso com ela.

Essa foi uma das falas mais marcantes de Marcelo em sua primeira sessão de análise.

Pouco antes, o rapaz de 25 anos havia dito que, após se tocar no banheiro, fica sempre com a sensação de que alguma coisa ruim acontecerá com sua mãe.

Esse mau presságio só sai de sua cabeça depois que fala com ela e se certifica de que estava bem.

O problema é que, às vezes, Marcelo se toca quando a mãe não está em casa e pode não atender o telefone.

Resultado: até conseguir fazer contato, o rapaz fica imaginando que ela pode ter sofrido os mais diversos infortúnios.

Certa vez, Marcelo chegou a pensar que a mãe poderia ter morrido, o que lhe gerou uma crise de pânico que demorou a passar — mesmo tomando ansiolítico.

Foi depois desse dia que ele tomou a decisão de fazer terapia.

O rapaz não aguenta mais sofrer por conta de um pensamento que ele mesmo sabe que não faz sentido.

O aspecto autopunitivo do sintoma obsessivo de Marcelo salta aos olhos até de quem é leigo.

É evidente que a ideia de que algo de ruim pode acontecer com a mãe é fruto da autocondenação por se tocar.

No entanto, para além desse conteúdo, a FORMA do sintoma também é um aspecto que merece ser explorado.

Marcelo sente que uma ação sua, íntima, feita de modo completamente privado, tem o poder mágico de mexer, à distância, com a vida da mãe.

Sándor Ferenczi, psicanalista húngaro, contemporâneo de Freud, chamou essa crença absurda, tipicamente obsessiva, de "sentimento de onipotência".

E no texto "O desenvolvimento do sentido de realidade e seus estágios", o autor mostra a origem dessa tendência dos obsessivos de se acharem superpoderosos.

Eu comentei os trechos desse artigo em que Ferenczi nos brinda com tal explicação numa aula que acaba de ser publicada na CONFRARIA ANALÍTICA.

O título dela é: "LENDO FERENCZI 12 - O sentimento de onipotência do obsessivo" e está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS - FERENCZI.

A Confraria é a maior e mais acessível escola de teoria psicanalítica do Brasil, com mais de 400 aulas, o que equivale a mais de 600 horas de conteúdo.

Se você quer estudar Psicanálise de forma profunda, mas, ao mesmo tempo, simples, leve e sem complicações desnecessárias, lá é o seu lugar.

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3 weeks ago | [YT] | 175

Psicanálise em Humanês - Lucas Nápoli

Esta é apenas uma das lições que você vai aprender na AULA AO VIVO DE HOJE, a partir das 20h, na CONFRARIA ANALÍTICA, minha escola de formação teórica em Psicanálise.

Será o 12º encontro do nosso XVIII Seminário - “Recordar, Repetir e Elaborar”, título do texto de Freud que estamos estudando LINHA A LINHA.

Trata-se de um trabalho riquíssimo, em que Freud descreve como funciona a terapia psicanalítica e introduz duas noções fundamentais para a clínica: “compulsão à repetição” e “elaboração” 🔁💭

Para participar — e ter acesso também à gravação das onze aulas anteriores e a todo o nosso acervo de mais de 600 horas de conteúdo — torne-se membro da Confraria Analítica 🔓📚

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1 month ago | [YT] | 144

Psicanálise em Humanês - Lucas Nápoli

Esta é uma pequena fatia da aula “ESTUDOS DE CASOS 24 - Repressão na infância, baixa autoestima e autopunição” que já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS da CONFRARIA ANALÍTICA - confrariaanalitica.com/ .

1 month ago | [YT] | 10

Psicanálise em Humanês - Lucas Nápoli

Uma jovem adulta chega à análise queixando-se de constantes crises de ansiedade.

Há mais de um ano ela terminou um namoro desagradável, insatisfatório, mas até hoje se pergunta se fez certo ao sair do relacionamento.

A moça tem um olhar muito negativo sobre si mesma, acha que é uma farsa...

Quando bate a ansiedade, se toca compulsivamente e depois se sente culpada e suja.

Na adolescência, sofreu diversas humilhações na escola.

Na infância, foi severamente repreendida ao explorar o próprio corpo.

Como tudo isso se articula?

De que forma a repressão vivida na infância pode ter moldado a autoimagem e o tipo de sofrimento psíquico apresentado por essa moça hoje?

Como a analista pode ajudá-la a sair de suas repetições e transformar sua relação consigo mesma?

Essas são algumas das perguntas que eu respondo na aula "ESTUDOS DE CASOS 24 - Repressão na infância, baixa autoestima e autopunição", publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA, minha escola de formação teórica em Psicanálise.

Trata-se de mais uma aula do módulo ESTUDOS DE CASOS, em que comento casos clínicos reais que estão sendo conduzidos por alunos da Confraria.

Seja membro da nossa escola e libere o acesso imediato a essa aula e a todo o nosso acervo de mais de 600 horas de aulas sobre Psicanálise.

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1 month ago | [YT] | 210

Psicanálise em Humanês - Lucas Nápoli

Esta é apenas uma das lições que você vai aprender na AULA AO VIVO DE HOJE, a partir das 20h, na CONFRARIA ANALÍTICA, minha escola de formação teórica em Psicanálise.

Será o 11º encontro do nosso XVIII Seminário - “Recordar, Repetir e Elaborar”, título do texto de Freud que estamos estudando LINHA A LINHA.

Trata-se de um trabalho riquíssimo, em que Freud descreve como funciona a terapia psicanalítica e introduz duas noções fundamentais para a clínica: “compulsão à repetição” e “elaboração” 🔁💭

Para participar — e ter acesso também à gravação das dez aulas anteriores e a todo o nosso acervo de mais de 600 horas de conteúdo — torne-se membro da Confraria Analítica 🔓📚

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1 month ago | [YT] | 311