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Marcelo Andrade

Filmes, romances e certa divulgação ideológica repetiram a mesma imagem da Idade Média: camponeses espancados, nobres preguiçosos, monges corruptos, cidades sujas e uma população inteira vivendo na ignorância.

Mas quando saímos da ficção e vamos aos fatos, o quadro começa a mudar.

A Europa medieval foi marcada por constantes campanhas militares: invasões vikings, ataques magiares, conflitos contra mouros, guerras internas.

Nobres viviam em deslocamento, organizando defesas, negociando alianças, administrando territórios. As cortes eram itinerantes, os compromissos diplomáticos constantes e a responsabilidade política real. A imagem da nobreza palaciana, entregue ao luxo e à intriga, pertence muito mais ao período moderno do que ao medieval.

O mesmo ocorre com o clero regular. Ordens como a beneditina viviam sob regras rigorosas. Horários fixos de oração, trabalho manual, estudo, disciplina comunitária.

Quanto aos camponeses, a ideia de trabalho análogo à escravidão também não resiste à análise mais cuidadosa. Nem todos eram servos, e mesmo os servos da gleba tinham direitos e obrigações regulados por costumes locais.

Havia domingos, numerosas festas religiosas e feriados ao longo do ano. A própria iconografia medieval mostra camponeses com vestimentas coloridas, participando de celebrações, trabalhando em comunidade, o que desmonta a noção de um mundo cinzento e permanentemente miserável.

E as cidades? A narrativa popular costuma descrevê-las como amontoados insalubres e decadentes. No entanto, basta visitar Carcassonne, Rocamadour, Sarlat, Toledo ou Estrasburgo para perceber a complexidade urbana que se desenvolveu. Veneza e Florença tornaram-se potências comerciais. Colônia e Lisboa tinham estruturas administrativas organizadas. Corporações de ofício regulavam produção, qualidade, formação profissional e até representavam politicamente seus membros.

A Idade Média não foi perfeita, nenhum período histórico é. Havia conflitos, desigualdades e crises, como em qualquer época. Mas a ideia de um milênio de pura escuridão é uma construção moderna, repetida à exaustão até parecer verdade.

Entender a Idade Média com mais precisão também significa compreender melhor as raízes do mundo moderno.

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3 hours ago | [YT] | 489

Marcelo Andrade

Você realmente acha que o europeu medieval acordava, olhava para o próprio reflexo num balde d’água barrenta e pensava: “hoje não vou tomar banho porque odeio higiene”?

Isso foi apenas o que o cinema te ensinou.

A ideia de que “na Idade Média ninguém tomava banho” começa a ganhar força muitos séculos depois da própria Idade Média. No período do Iluminismo, quando se tornou moda dizer que tudo o que era medieval era obscuro, atrasado e supersticioso.

E, como a Idade Média é inseparável da Igreja Católica, atacar o período era também uma forma de atacar a Igreja, claro.

A Europa medieval durou mais de mil anos. Mil anos. Entre o século V e o XV você teve saxões, nórdicos, francos, italianos, ibéricos, povos eslavos, cidades herdadas de Roma, mosteiros organizados, leis municipais sobre limpeza urbana e até registros de uso de sabonetes diferentes conforme a condição social.

Mas tudo isso "magicamente" desaparece quando a narrativa precisa de um vilão histórico.

O curioso é que muitas cidades medievais herdaram estruturas de banho do próprio Império Romano. E os nórdicos, por exemplo, tinham até nome específico para o “dia do banho”.

O mito do europeu imundo é confortável porque ele simplifica mil anos de história em uma piada fácil.

Afinal, contar a história com base em documentos da época não renderia um bom cenário para filme, né?

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1 day ago (edited) | [YT] | 2,417

Marcelo Andrade

Enquanto faltam leitos, faltam médicos, faltam vagas em creches e moradia digna para milhares de famílias, milhões continuam sendo destinados ao Carnaval com dinheiro público.

Ainda assim, uma parcela significativa do orçamento que poderia ser direcionada a essas prioridades estruturais é investida em festividades que, nos últimos anos, têm deixado de ser apenas manifestação cultural para se tornar palco de provocação ideológica.

Quando símbolos religiosos são ridicularizados, quando a família é caricaturada e quando a própria história nacional é tratada como motivo de escárnio, tudo isso com financiamento público, a discussão passa a ser política.

E neste ano, mais do que nunca, o Carnaval assumiu abertamente um caráter de palanque para disputa eleitoral.

3 days ago | [YT] | 10,234

Marcelo Andrade

“A Inquisição matou milhões de pessoas.”

Até mesmo medievalistas como Jacques Le Goff, crítico e nada simpático à Igreja, reconhecem que os números populares são profundamente inflados.

O total de execuções ao longo de séculos de Inquisição, mesmo considerando os casos mais severos, está muito distante das cifras de milhões.

Em muitos lugares, como na Itália, as execuções foram raríssimas. Na Espanha, onde houve maior número de condenações, ainda assim estamos falando de centenas ao longo de vários séculos, não de milhões.

Além disso, é preciso distinguir entre número de processos e número de execuções.

Os processos podiam ser numerosos porque a Inquisição funcionava como tribunal de investigação da ortodoxia religiosa em uma sociedade onde fé e ordem social eram indissociáveis. Mas a maior parte das sentenças resultava em penitências, retratações públicas, jejuns, peregrinações ou períodos de silêncio, não em morte.

A ideia de milhões mortos pela Inquisição tornou-se um mito cultural repetido por séculos. E é justamente aí que a história deixa de ser instrumento ideológico e volta a ser aquilo que deveria ser: investigação séria dos fatos.

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1 week ago | [YT] | 1,765

Marcelo Andrade

Um padre do interior do Ceará foi denunciado ao Ministério Público por dizer durante a missa: “homem é homem e mulher é mulher”.

O padre Francisco Wilson Ferreira da Silva Nascimento foi acusado de “transfobia” por ensinar a doutrina católica.

A questão, é:

Se o padre, que é sacerdote a serviço de Deus, não puder ensinar a doutrina da igreja católica, quem vai ensinar?

1 week ago | [YT] | 10,244

Marcelo Andrade

Qual assunto você tem mais curiosidade em relação à Idade Média?

1 week ago | [YT] | 366

Marcelo Andrade

Durante muito tempo, a Europa foi sinônimo de referência cultural, intelectual e moral.

Universidades, direito, artes, ciência, arquitetura, instituições políticas, tudo isso nasceu ou ganhou forma ali.

Mas a decadência europeia vem de um processo longo, gradual e bastante documentado.

Aos poucos, a Europa:
– abandonou a ideia de verdade objetiva,
– trocou tradição por ideologia,
– enfraqueceu suas instituições morais,
– relativizou a própria identidade cultural.

O resultado aparece hoje: sociedades fragmentadas, Estados inseguros, crise demográfica, conflitos culturais internos e uma incapacidade quase crônica de reagir aos próprios problemas.

É uma história de escolhas acumuladas e é exatamente isso que Belloc se propõe a explicar com profundidade.

O Combo Europa explica com detalhes de onde a Europa veio, quando começou a se desorganizar e por que chegou ao ponto em que está.

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1 week ago | [YT] | 1,310

Marcelo Andrade

Entrei na trend do chatgpt 😂

1 week ago | [YT] | 1,344

Marcelo Andrade

Você trabalha duas vezes mais do que um camponês da Idade Média.

E isso não é exagero.

A imagem que nos venderam foi a de o homem medieval trabalhava como escravo, enquanto hoje nós viveríamos no auge do conforto e do progresso.

Mas diversos estudos históricos indicam que um camponês medieval trabalhava, em média, entre 150 e 180 dias por ano.

O restante do tempo era distribuído entre domingos obrigatoriamente livres, dezenas de festas religiosas, pausas sazonais ligadas ao calendário agrícola e períodos em que simplesmente não havia o que plantar ou colher.

Agora, compare isso com o mundo moderno.

Hoje, mesmo com férias, feriados e finais de semana, muita gente trabalha 250 a 300 dias por ano, sem contar horas extras, deslocamento, trabalho mental contínuo e a dificuldade real de “desligar”.

Isso significa que a vida do camponês medieval era fácil? Claro que não.

O trabalho era pesado, físico, sujeito a doenças, clima, fome ocasional e insegurança. Mas o ritmo da vida era outro e o tempo não era colonizado pelo trabalho como é hoje.

O camponês sabia quando trabalhar, quando parar e quando celebrar. A vida não girava em torno de metas infinitas e produtividade constante.

A ideia de que o progresso nos libertou do trabalho é uma meia verdade.
Ele mudou a forma do trabalho, mas muitas vezes retirou o limite.

Quer entender melhor como funcionava o modo de vida na Idade Média?

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2 weeks ago | [YT] | 2,360

Marcelo Andrade

A Idade Média foi o momento em que a civilização europeia ganhou forma, alma e estrutura.

Por isso, lançamos oficialmente o Combo História Medieval, uma coleção com 3 livros fundamentais, escritos por autores de peso, que explicam como o mundo medieval realmente surgiu, funcionou e sustentou a civilização ocidental:

• Maomé e Carlos Magno – a obra clássica que mostra como o fechamento do Mediterrâneo pelo Islã rompeu o mundo antigo e deu origem à Idade Média.
• Cidades da Idade Média – como as cidades sobreviveram, desapareceram e renasceram, dando origem à burguesia medieval.
• História Econômica e Social da Europa Medieval – a explicação clara do surgimento do feudalismo e da reorganização econômica da Europa.

E você um Curso de História Geral como bônus.

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2 weeks ago (edited) | [YT] | 594